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quinta-feira, abril 22, 2004

Frase do dia: “Vê lá se a corda não enforca quem dela quer fazer um baloiço”.



“É o silêncio que determina o ruído o nível de caos é demasiado alto a desordem não se encontra na ordem simples da complexidade fora dos jogos de palavras sobre o dia de hoje mau começo o levantar tarde o almoço sem fome ainda antes o café o desespero com a falta de cabelo bem pior do que a falta de ideias ou de cérebro a divagação sobre o cenário político os pedófilos os culpados a inocência perde-se nos primeiros anos esquecemo-nos sobre o dia de hoje o cemitério o ossário a lápide que falta para o túmulo da avó as voltas de carro e o café creio eu creio eu um flirt passageiro adiando de dia para dia a nudez dos corpos as tretas do dia a dia uma imagem passageira e longe um pássaro morto onde estão as asas não importa não importa a ideia para uma história o que é que isso interessa o que é que isso interessa o que é que isso interessa uma velha lembrança de anos atrás quando ela disse junto à linha de metro sobre a tua pergunta se ela pensava saltar se ela pensava saltar ela deu o sim como resposta o sim como resposta os seus pensamentos tão longe e tão perto a tua cabeça atolada em drogas atolada em drogas os seus cabelos curtos a sua pele branca pálida anémica mas como um sol como uma lua como um sol lunar como uma lua a arder e tu cá na terra se ela queria saltar se ela queria saltar e tu riste e tu riste agarraste-a pelos ombros e fizeste-a sacudir como uma folha branca e pura para o imaginário do herói que não eras anos e anos atrás uma lembrança simples e ausente do dia de hoje por que é não disseste que se ela saltasse tu saltarias atrás por que é que não disseste que se ela saltasse tu saltarias atrás que se ela saltasse tu saltarias atrás que se ela saltasse tu saltarias atrás que se ela saltasse tu saltarias atrás que se ela saltasse”.



RMM



Pó cheira a raio de sol,
mel bravo à liberdade,
boca de moça à violeta,
e o ouro não cheira a nada.
A reseda cheira à água,
amor à maçã rescende,
mas agora já sabemos-
só o sangue cheira a sangue...


Em vão o pretor romano
se lavava as palmas grossas
sob os gritos da plebe.
E a rainha da Escócia
debalde raspava as gotas
vermelhas da mão esguia
na penumbra sufocante
da real moradia.



Anna Akhmátova









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